Maringá quer definição para Cefet
Lucinéia Parra
De Maringá
Representantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), da Secretaria Municipal de Educação e do Senai se reúnem hoje com o governador Jaime Lerner (PFL) para discutir a criação do Centro de Tecnologia de Maringá (CTM). O projeto do CTM depende da parceria do governo estadual para a contratação de funcionários. A idéia é aproveitar o prédio onde seria instalado o Cefet para abrigar o Centro de Tecnologia.
De acordo com o projeto, que já foi encaminhado para os governos federal e estadual há cerca de dois meses, o CTM vai oferecer cursos de ensino básico, técnico, tecnológico e superior. Na primeira etapa serão oferecidos os cursos de mecânica, eletrônica, design e estilismo, todos de ensino pós-médio. Entre os cursos superiores serão oferecidos os de engenharia mecânica, engenharia de alimentos e engenharia de produção com ênfase para software, agroindústria, construção civil e confecção industrial.
O projeto prevê ainda que o CTM será viabilizado através de uma parceria dos governos estadual, federal e municipal. Além do prédio, o governo federal seria responsável pela liberação de R$ 2 milhões para a instalação dos laboratórios.
De acordo com a secretária de Educação de Maringá, Mara Sperandio Cremm, o projeto depende basicamente da aprovação e convênio com o governo do Estado. Além dos cursos superiores a idéia é valorizar e oferecer todos os cursos de treinamentos de acordo com a demanda do mercado de trabalho, explica.
O gerenciamento do CTM, conforme Mara, será feito por uma Organização Não-Governamental (ONG). A UEM será responsável pela implantação dos cursos superiores e o Senai, pelos cursos profissionalizantes. A prefeitura será responsável pela manutenção do prédio.
O prédio construído com recursos federais para abrigar o Cefet, foi concluído em 1997 mas nunca foi ocupado. A área construída tem 9,3 mil metros quadrados e custou ao governo federal R$ 1,7 milhão. O prédio já foi inaugurado três vezes. A última inauguração contou com a presença do governador Jaime Lerner, no ano passado. Na época, havia um projeto menos abrangente que visava o aproveitamento do prédio apenas para o ensino pós-médio, o que acabou não acontecendo justamente por falta de recursos para equipar as salas de aula.





