Maringá protesta na praça
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Marcos Zanatta <br> De Maringá 
Professores da rede estadual de ensino da região de Maringá promovem hoje uma manifestação na Praça Raposo Tavares, a partir das 9h30, dando início à greve da categoria. O protesto reunindo profissionais de 109 escolas da região é uma ''prestação de contas'' à comunidade.
Os professores querem conscientizar a população e os pais de alunos, que a categoria chegou ''no fundo do poço''. Além da defasagem salarial acima de 50%, existe o sucateamento das escolas e a falta de recursos pedagógicos.
Segundo avaliação da APP Sindicato, a adesão ao movimento deve ficar acima da redução do período de aulas, adotado desde a semana passada. O presidente da entidade, João da Silva Alves, alerta que os professores não tem receio das ameaças do governo. Um professor está ganhando menos de R$ 300,00 por mês por 20 horas aulas, metade do salário na iniciativa privada, que tem levado os bons profissionais das escolas públicas.
O Centro Regional de Especialidades (CRE) e a 15ª Regional de Saúde, em Maringá, também podem aderir à paralisação dos servidores públicos do Estado. Hoje os funcionários do CRE fazem uma paralisação de ''advertência'' das 7 às 8 horas, e da regional das 12h30 às 13 horas, período de movimento nos dois órgãos.
O CRE é responsável pelo encaminhamento de 100% das consultas especializadas da região e 40% das de Maringá. A preocupação é que com o Hospital Universitário já em greve, a paralisação do centro afete ainda mais o atendimento.


