Maringá privatiza serviços de combate à dengue
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de agosto de 1998
Marcos Zanatta 
Durante um ano, o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti em Maringá será realizado por 90 funcionários de uma empresa privada, com orientação e acompanhamento de agentes da Fundação Nacional de Saúde (FNS). A vencedora da licitação será contratada com recursos repassados pelo Ministério da Saúde. No total, serão quase R$ 650 mil, do Programa de Erradicação do Aedes aegypti.
Antes, o trabalho de campo feito pela FNS era reforçado por funcionários da prefeitura, que acabava deslocando servidores de outras áreas para o combate ao mosquito. Com a contratação de pessoal na iniciativa privada será possível manter uma equipe só para o serviço. Assim, vamos conseguir manter um trabalho contínuo, acredita a médica Maria Tereza Coimbra, chefe da Divisão de Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde.
O reforço de pessoal para o combate ao mosquito deve aliviar a situação dos agentes da FNS, que cobrem também os municípios da região. Queremos evitar a todo custo uma nova epidemia, como aconteceu em 1995, diz Maria Tereza. Foram 829 casos de dengue confirmados e uma média de infestação do mosquito em torno de 40%. O aceitável segundo a Organização Mundial de Saúde é de 2%. A equipe começa a receber treinamento na semana que vem e inicia o combate do mosquito no final de setembro.


