Maringá privatiza coleta de lixo em 98
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quarta-feira, 03 de dezembro de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Ossamu KandaEm licitaçãoSão coletadas 220 toneladas de lixo por dia; coleta seletiva atingiu apenas cinco toneladas/diaA coleta de lixo urbano de Maringá será privatizada a partir do próximo ano. A prefeitura está estudando um processo de licitação para entregar à iniciativa privada o serviço que hoje é feito por caminhões emprestados pelo Estado.
Todo o serviço de limpeza e coleta de lixo da cidade foi privatizado há cerca de oito anos. Mas, na administração passada, o município conseguiu do governo estadual 10 caminhões e retomou a coleta e a limpeza das vias públicas.
No início do ano, com o crescimento de 20% no volume de lixo, a prefeitura teve que contratar mais três caminhões de uma empresa privada para viabilizar a coleta. Baseado em lei federal, que dispensa a licitação em caso de urgência na prestação do serviço com risco à comunidade, os veículos foram contratados sem concorrência. Agora, a única saída segundo o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente Hamilton Cardoso, é entregar o serviço para a iniciativa privada. Mas vamos fazer uma grande licitação, adianta.
Ele explica que os 10 caminhões cedidos pelo Estado fazem o serviço há cinco anos e já estão apresentando problemas. Em média, cada veículo que trabalha na coleta percorre três mil quilômetros por mês, sempre carregados e enfrentando as mais diversas condições.
O lixão fica a cerca de 12 quilômetros da cidade, em estrada de terra e com trechos acidentados. Cardoso diz que sempre dois ou três caminhões estão em manutenção. O que nos obriga a trabalhar sem veículos de reserva, afirma.
Hoje, são coletadas 220 toneladas de lixo por dia em Maringá. A prefeitura está desenvolvendo um trabalho de coleta seletiva, mas que alcançou apenas cinco toneladas por dia. O material separado é trocado por leite e alimentos, e tem beneficiado algumas famílias dos bairros mais carentes da cidade.
A meta, segundo Cardoso, é ampliar o programa de reciclagem, mas faltam recursos para investir. A única usina de lixo reciclado trabalha a todo vapor, e o material é vendido através de leilões para garantir a continuidade do programa.


