Maringá poderá adotar parquímetros
Maringá poderá adotar parquímetros
Projeto da prefeitura em tramitação na Câmara prevê o controle eletrônico das vagas de estacionamento no centro
Marccio W. Varella
Marcos NegriniSem funçãoAdolescentes que trabalham na Zona Verde serão transferidos para outros programas da PrefeituraFIM DA ZONA A Câmara de Vereadores de Maringá vota hoje projeto de lei de autoria da prefeitura que autoriza a instalação de parquímetros eletrônicos nos estacionamentos do centro da cidade, em substituição ao atual sistema chamado Zona Verde. Se for aprovado nas três votações, Maringá será a primeira cidade do Estado a ter um sistema eletrônico de controle do uso das vagas de estacionamentos. No Brasil, cerca de 200 cidades já instalaram o sistema.
Segundo o procurador jurídico da prefeitura, Otávio Salvadore, o objetivo da medida será o de organizar o centro da cidade, trazendo benefícios para comerciantes, comerciários e compradores. Nosso comércio está perdendo compradores para Presidente Prudente e Londrina por falta de vagas para o consumidor estacionar o carro, disse Salvadore.
A licitação, no caso de o projeto ser aprovado, será aberta em junho. Deverão participar empresas brasileiras e argentinas. O sistema é simples: o usuário comprará um chip no comércio, carregado com determinada quantia em dinheiro. Este chip deverá ser colocado no parquímetro (que terá iluminação própria) no momento da entrada e da saída do estacionamento e poderá ser recarregado no comércio. O chip é um plástico rígido do tamanho do dedo polegar com uma espécie de bateria numa das pontas.
O limite de uso deverá ser de duas horas. O cálculo do valor a ser descontado do chip será feito por minuto. O valor do minuto será definido durante a licitação. A empresa vencedora deverá pagar taxa mensal à prefeitura - o valor ainda não foi definido.
Outra vantagem do sistema, segundo Salvadore, é que haverá uma integração dos parquímetros com os computadores do Detran e da PM. Esses órgãos serão avisados quando um carro roubado ou que tenha o IPVA vencido estacionar no centro da cidade.
Os 120 adolescentes (todos menores de 17 anos) que trabalham na Zona Verde vendendo cartelas e multando automóveis serão absorvidos pela prefeitura ou integrados aos programas que o Município mantém para jovens carentes. A prefeitura, segundo Salvadore, tomou essa decisão porque existe lei federal que proíbe menores de idade de aplicar multas. É mais importante ver os pais trabalhando do que ver crianças pegando no batente.





