Maringá Uma área de 20 alqueires ao lado do atual Lixão de Maringá está sendo avaliada por uma empresa de São Paulo e deverá abrigar o futuro aterro sanitário do município. A expectativa é de que até meados de setembro, com a conclusão do estudo da área indicada, o município possa definir como e quando será construído o novo aterro, cujo o projeto está orçado em R$ 6 milhões.
Como a dificuldade maior é levantar os recursos para a construção do aterro, a Secretaria de Meio Ambiente de Maringá estuda duas alternativas. A primeira delas é a construção de um aterro regional, que concentraria o lixo doméstico de Maringá, Paiçandu e Sarandi dois municípios vizinhos. Conforme o secretário José Eudes Januário, o governo federal tem aprovado com mais facilidade a liberação de recursos para aterros regionais. Ele acredita que além da parceria com a União, os municípios também terão grandes vantagens, já que os custos de construção e manutenção serão divididos e o lixo terá uma destinação correta. A segunda alternativa, segundo ele, é transferir a construção do aterro para a iniciativa privada.
De acordo com o secretário, o novo aterro deverá ser concluído até junho do próximo ano. O projeto de construção, inclusive, foi encaminhado para a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, que acionou o município em 2000 devido à manutenção irregular do Lixão. Segundo Januário, desde 2001, várias providências foram tomadas em cumprimento às determinações da Justiça. Mas ele alega que o município ainda não conseguiu recuperar a área do lixão porque diariamente são depositados no local cerca de 300 tonelada de lixo.
De acordo com o projeto do futuro aterro, na mesma área funcionará duas usinas de lixo reciclável. O objetivo é reduzir ao máximo a quantidade de lixo no aterro. Só depois do novo aterro entrar em funcionamento, conforme o secretário, é que o município terá condições de fazer a recuperação total da área do atual Lixão, que foi criado há 30 anos.
Entre as principais medidas implantadas a partir de 2001, estão a retirada das famílias que faziam a separação do lixo e o isolamento da área. Parte do lixo depositado no local também é compactado, mas a principal dificuldade é fazer o estudo de contaminação do solo.

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