Maringá - A Secretaria de Meio Ambiente de Maringá está fiscalizando e notificando as construções irregulares em fundos de vales. Uma empresa que poluia o Ribeirão Itaituba foi notificada pela secretaria e vai iniciar a recuperação do meio ambiente em abril. A empresa também se comprometeu a deixar a área, considerada inadequada para construções. A estimativa da secretaria é de que 90% das áreas de fundos de vales em Maringá estão com problemas.
‘‘Essas áreas contam com contruções irregulares, destruição da mata ciliar, poluição dos riachos e em muitos casos servem de depósitos de lixo e entulhos’’, diz o secretário de Meio Ambiente, Marino Gonçalves. Além de notificar as pessoas responsáveis por construções irregulares e desrespeito ao meio ambiente, a secretaria municipal formou uma comissão para recuperação das áreas. O objetivo, diz Marino, é dar condições para que as próprias pessoas que degradaram o meio ambiente recuperem o local. A comissão municipal oferece todo projeto de revitalização do meio ambiente e também dá um suporte técnico durante a concretização do projeto.
No Conjunto Guaipó, a comissão de vistoria da secretaria notificou uma igreja que construiu um muro até a nascente de um riacho. Além disso, a comunidade pertencente a igreja utilizava a água da nascente de forma irregular. ‘‘A direção da igreja terá um prazo para destruir o muro e recuperar a mata ciliar que foi destruída em toda extensão do terreno pertencente à igreja’’, disse o secretário.
Um dos problemas mais graves em Maringá é com relação ao Conjunto Tarumã II, onde a maioria das construções está sobre uma área de manancial. ‘‘Além da degradação ambiental, lá o problema é até de saúde pública’’, diz Marino. Segundo ele, a situação dos moradores que adquiriram os terrenos no Tarumã II só será definida após um estudo geo-ambiental que está sendo realizado por um especialista. Segundo ele, as construções existentes no local terão problemas de infiltrações, o que deverá causar problemas sérios de saúde à população.

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