Maringá não encontra saída para falta de UTI
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segunda-feira, 01 de abril de 2002
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá - O drama da falta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neo-natal e pediátrica está sem solução em Maringá. O município é referência para 29 cidades da região Noroeste e não consegue absorver a demanda. Os dois únicos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o Hospital Universitário e a Santa Casa de Maringá estão com 20 leitos de UTIs neo-natal e pediátrica lotados, sendo que seis foram improvisados para o atendimento intensivo e semi-intensivo.
Segundo o diretor-clínico do Hospital Universitário, Ricardo Plépis Filho, o hospital está sem condições de receber mulheres grávidas, principalmente as de alto, médio e baixo risco na gestação. Não temos leitos nem para o atendimento normal, informa o diretor clínico. Na Santa Casa de Maringá a situação não é diferente. Faltam leitos diante do grande número de pedidos para internamentos. Por causa dos baixos valores e do grau de ocupação da vaga -uma UTI neo-natal tem ocupação mínima de 45 dias- outros hospitais de Maringá não se interessam pelo credenciamento do SUS.
No HU, o problema está na falta de pessoal. O déficit é de pelo menos 500 profissionais para atuar no hospital. Uma ala, que poderia duplicar o atendimento atual do HU hoje com 70 leitos, está pronta mas inativa. Autoridades ligadas ao setor de saúde afirmam que o problema existe em razão da falta de investimentos do governo do Estado. Mesmo que a Universidade Estadual de Maringá (UEM) decida pela contratação de pessoal para o HU, dentro das condições da autonomia universitária, iriam faltar recursos para prover a manutenção de pagamento dos novos funcionários.


