Maringá limita despesas do Corpo de Bombeiros
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2002
Marta MedeirosEquipe da Folha 
Maringá - O uso indevido de recursos do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) denunciado nas últimas semanas pelo Ministério Público levou a Prefeitura de Maringá a limitar as despesas previstas no orçamento anual de R$ 1,4 milhão destinado ao fundo. O município quer cortar gastos que extrapolam o interesse público como despesas com hospedagens de oficiais, promoções de eventos, prêmios, condecorações, assinaturas de jornais e revistas.
A proposta será discutida entre a Procuradoria Municipal e o comando do Corpo de Bombeiros. Segundo o procurador Alércio Cardoso, só após o acordo a prefeitura enviará projeto de lei à Câmara para modificar as bases do convênio referente ao fundo.
A prefeitura decidiu rever o convênio após uma bateria de denúncias feitas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público contra o ex-comandante da corporação Wilson Afonso Enes. As investigações do MP mostraram que entre os anos de 1998 e 2000, quando Enes comandava a corporação, cerca de R$ 360 mil do Funrebom foram gastos com despesas de hospedagens, viagens e reformas luxuosas da sede da corporação. Enes responde a oito processos criminais e cíveis. Parte das ações também envolve o ex-prefeito Jairo Gianoto e o ex-secretário de Fazenda Luiz Antônio Paolicchi.


