A prefeitura de Maringá vai liberar a pesca no lago do parque Alfredo Nyffeler, no próximo domingo, durante todo o dia. A liberação da pescaria, para qualquer pessoa interessada, faz parte de um projeto das secretarias de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, da Agricultura e do Provopar, para transformar o lago do parque em um pesque-pague. No domingo, os preços vão variar de acordo com o material utilizado pelo pescador. Para a vara comum, a taxa é de R$ 2. Com molinete, a taxa sobe para R$ 3.
O lago está superpovoado por tilápias, lambaris e carpas. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Hamilton Cardoso, existem carpas de até seis quilos no lago. ‘‘Quem participar da pescaria no domingo vai poder pescar à vontade e pagar um preço único’’, explica ele. No futuro pesque-pague, o preço vai depender da quantidade e da espécie de peixe pescado.
A idéia de transformar o lago do parque em pesque-pague foi uma alternativa encontrada pelo município para aumentar a frequência de visitantes no local, além de garantir uma renda ao Provopar. Cardoso diz que a intenção é também oferecer uma alternativa de lazer aos moradores de toda a cidade.
Hoje, por exemplo, é preciso ter carro para se locomover até os pesque-pagues, na zona rural dos municípios. ‘‘Com o pesqueiro no parque, qualquer pessoa pode pegar um ônibus até o bairro e pescar a vontade.’’
Para Cardoso, outra vantagem do pesque-pague é que a Secretaria de Agricultura do município vai incentivar a criação de alevinos na região. Todo peixe a ser introduzido no lago será adquirido na região, ao contrário do que ocorre com os pesqueiros comerciais, que compram os alevinos no Oeste do Estado. ‘‘Vamos criar mais uma alternativa de renda para os pequenos proprietários.’’
Cardoso afirma ainda que a transformação do lago em pesqueiro não vai prejudicar em nada o parque. ‘‘Primeiro porque o Alfredo Nyffeler não é unidade de preservação, e também porque o lago é muito seguro, sem risco de rompimento mesmo em caso de chuva forte.’’ O lago e o parque foram formados há cerca de 10 anos, para acabar com a erosão na nascente do ribeirão Morangueira.

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