Maringá inicia campanha estadual
Marcos Zanatta
Marcos NegriniMeta comumA campanha uniu sindicatos de patrões e empregados para a conscientização dos operáriosComeçou ontem em Maringá a Campanha de Prevenção de Acidentes no Trabalho da Construção Civil, que está unindo governo, patrões e empregados na prevenção que deve chegar a todo o País. A campanha foi idealizada pelo Comitê Permanente Regional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Civil (CPR), e pretende atingir pelo menos 500 trabalhadores em 15 empresas apenas em Maringá. Em média, são registrados 190 acidentes com cinco mortes ao ano na cidade. ‘‘Nossa meta é reduzir esses números’’, disse o presidente do sindicato dos trabalhadores do setor, Jorge Moraes.
As empresas que participam da campanha vão receber uma coleção com 15 fitas de vídeo, que tratam da prevenção de acidentes. Os operários recebem apostilas que apresentam de forma didática as normas de prevenção, bem como as situações de risco em cada tipo de obra.
O trabalho preventivo adotado pelas entidades de classe refletiu em uma redução nos índices, que vêm caindo a cada ano. Com a campanha em conjunto dos sindicatos patronal e de trabalhadores, junto com o governo, a meta é reduzir ainda mais os acidentes e eliminar as mortes. ‘‘Agora vamos até os canteiros de obras, no ambiente do trabalhador, mostrar a importância da prevenção’’, explica. A campanha começa por Maringá porque a cidade está mais adiantada no trabalho de união do setor contra os problemas da categoria. ‘‘Chegamos a liderar o número de acidentes e de mortes na construção do Estado, e hoje estamos longe dos demais municípios do mesmo porte’’, garante Moraes.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Noroeste (Sinduscon-Nor), Adolfo Cochia Júnior, acrescenta que os municípios da região também vão participar. ‘‘O trabalho integrado entre as entidades permite um resultado melhor em qualquer campanha preventiva’’, acredita. Ele lembra que os sindicatos unidos vão garantir a fiscalização dos dois lados da questão. ‘‘Vamos cobrar das empresas o fornecimento dos equipamentos de segurança, enquanto o sindicato dos trabalhadores cobra o uso do material’’, explica.

mockup