Maringá inicia campanha de combate às pombas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Betânia Rodrigues<br>Equipe da Folha 
Londrina - Uma placa educativa com sete motivos para não alimentar os pombos foi instalada pela Secretaria Municipal de Saúde de Maringá em três praças centrais da cidade. Esta é - a priori - uma das medidas mais efetivas no controle à proliferação dessas aves.
Com 130 mil árvores espalhadas pela zona urbana, Maringá sofre com a sujeira nas ruas, calçadas, veículos e monumentos públicos. "Além disso, as penas misturadas às folhas também entopem ralos e calhas, causando outros danos à comunidade", acrescentou Marilda Fonseca de Oliveira, médica veterinária, coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde. A espécie mais comum na cidade é a amargozinha (pequena, escura, aninhada em árvores). Porém, a cidade convive também com a européia (maior, clarinha, adepta aos ninhos em edificações).
Nesta semana, foi realizado o último encontro de capacitação do servidor público municipal que mantém contato direto com a população. Integrantes do Programa Saúde da Família, agentes de saúde ambiental e fiscalização sanitária funcionarão como multiplicadores de informações sobre o perigo dos caramujos africanos, escorpiões amarelos e pombas. Segundo Marilda, as aves transmitem entre 40 e 50 doenças ao homem. Embora as autoridades sanitárias considerem o crescimento desordenado das pombas como problema ambiental, existe a preocupação que ele evolua para um caso de saúde pública.
A Secretaria Municipal de Saúde não imagina o número de pombas em Maringá. Por isso, a Promotoria de Saúde do Trabalhador deverá solicitar às universidades um estudo aprofundado sobre a espécie e seus hábitos. Desta forma, acreditam que poderão realizar um manejo.


