Maringá – A Prefeitura de Maringá inaugura hoje a primeira etapa do Hospital Municipal, mas ainda não vai conseguir resolver a falta de leitos para gestantes de alto risco. O novo hospital vai atender pediatria e clínica geral de baixa e média complexidades. São 30 leitos para pacientes encaminhados pela rede de postos municipais, Hospital Universitário e pela Central de Leitos do Estado. O hospital não tem estrutura para atendimento de emergência, cirurgias e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Para inaugurar a primeira etapa, o município investiu R$ 600 mil e contratou 150 profissionais. Segundo o diretor Agenor Cheutchuk, o novo hospital vai absorver a demanda de pacientes que antes eram levados para cidades da região. No ano passado, 60 crianças e 140 adultos foram encaminhados para hospitais de fora de Maringá. O diretor afirma que o município ainda não tem recursos para o atendimento complexo e depende de equipamentos adquiridos pelo ReforSus (Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde) para inaugurar a segunda etapa, com maternidade de alto risco e UTI.
O hospital faz parte de um projeto iniciado em 1992 que previa a construção de um complexo com 16 mil m2. A obra, orçada em mais de R$ 11 milhões, começou em 1998 e no ano seguinte foi alvo de uma auditoria do Ministério da Saúde que constatou um superfaturamento de 30% sobre o valor previsto para construções similares. Só no ano passado, o município conseguiu concluir parcialmente a obra de 10 mil m2.

mockup