Maringá - O Hospital Universitário (HU) de Maringá está improvisando o atendimento aos recém-nascidos em situação de alto risco por causa da falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) néo-natal. Um bebê que anteontem à noite sofreu uma cirurgia de estômago em seguida ao nascimento está em uma sala improvisada, mas longe das mesmas condições de um setor néo-natal especializado. Outro bebê, cujo peso não chega a um quilo, também está recebendo cuidados médicos no hospital fora de uma UTI. O irmão gêmeo deste bebê conseguiu uma vaga em uma unidade intensiva somente em Ivaiporã (110 km de Apucarana).
Outros três recém-nascidos que estavam na UTI intermediária do HU -interditada esta semana por causa da morte de um bebê por suspeita de contaminação- também estão em um local improvisado. A situação preocupa autoridades ligadas ao setor de saúde de Maringá, mas também revela que nenhum órgão das esferas municipal, estadual ou da União está sendo capaz de direcionar recursos para implantação de UTIs.
Em Maringá, apenas 11 leitos de UTI néo-natal e pediátrica estão disponíveis aos pacientes do SUS. O caso fica ainda mais complicado porque o município também é referência para outros 29 da região. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Maringá recebe pacientes até de municípios de outras regionais. Além disso, existe déficit no atendimento em UTI para adultos.
Até ontem, nenhuma providência mais efetiva havia sido tomada para minimizar a situação. Os leitos das UTI néo-natal e pediátrica da Santa Casa de Maringá, único hospital além do HU que atende pelo SUS com UTI para crianças em Maringá - também estavam ontem superlotados.

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