Maringá Fiscais da Secretaria de Transportes de Maringá iniciaram, ontem, a primeira vistoria do ano nos veículos que fazem o transporte escolar na cidade. Além da habilitação do motorista, os fiscais conferem também todos os itens de segurança obrigatórios dos veículos. No local da vistoria é feito um teste para conferir a suspensão e os freios dos carros. Os veículos que não estiverem de acordo com as exigências da regulamentação municipal não recebem a licença semestral e os motoristas ficam passíveis de multa e até suspensão do direito do serviço.
De acordo com o secretário de Transportes, Renato Victor Bariani, o objetivo da vistoria é garantir maior segurança no transporte escolar e dar tranquilidade aos pais. ''O estado geral do veículo tanto na parte mecânica, como elétrica e suspensão, é fiscalizado por nossos mecânicos e técnicos de trânsito'', acrescenta. Depois da fiscalização os motoristas recebem um selo que deve ser usado no pára-brisa. Conforme Bariani, o selo é uma espécie de certificado de qualidade do veículo e dos serviços prestados pelo motorista. ''Os pais que querem ter mais tranquilidade com relação a este tipo de serviço devem sempre conferir se o veículo que o filho utiliza para ir à escola tem o selo'', adverte o secretário. Segundo ele, o selo é uma garantia de que o veículo passou pela fiscalização municipal e está de acordo com as exigências do Código de Trânsito.
Em 2002, conforme Bariani, apesar do sistema de vistoria a cada seis meses, foram apreendidas em Maringá 10 veículos irregulares fazendo transporte escolar e transporte coletivo de passageiros. A principal irregularidade verificada no transporte clandestino é a presença de um número maior de passageiros em relação ao total de cinto de segurança do veículo. Além disso, salienta o secretário, os motoristas clandestinos, na grande maioria, não possuem qualquer qualificação especial para o serviço de transporte escolar.
O presidente da Associação dos Condutores de Transporte Escolar de Maringá e Região, Antonio Lima, aprova a fiscalização do município. ''Eles nos fiscalizam e exigem de nós, só que nós também fiscalizamos o setor e quando há clandestinos na cidade a gente cobra o rigor da prefeitura'', justifica.

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