Maringá A prefeitura de Maringá vai fiscalizar as igrejas com o objetivo de coibir a poluição sonora. O secretário de Meio Ambiente, José Eudes Januário, se reuniu com pastores evangélicos da cidade devido ao grande número de reclamações contra os cultos que utilizam aparelhagem de som. A maioria dos reclamantes mora perto de templos evangélicos e, em alguns casos, além do som alto os moradores também se queixam que as pregações passam das 22 horas.
O secretário diz que fiscalização não tem caráter de perseguição às igrejas evangélicas, visando o respeito à legislação municipal que permite emissão de som de até 45 decibéis em áreas residenciais e 50 em comerciais. Nos locais onde estiver acima do permitido, a prefeitura dará um prazo para instalação de um sistema acústico adequado.
De acordo com o pastor Juarez de Ávila Macieira, da Assembléia de Deus, a prefeitura está agindo com bom senso. Ele afirma que a sua igreja se preocupa com o problema do som e não costuma realizar cultos após as 22 horas. ''Algumas igrejas realmente abusam e acho que nesse caso pode ser válida a fiscalização.''
A poluição sonora causada por pastores, que pregam ao ar livre, também é motivo de reclamações. Comerciantes instalados ao redor da Praça Raposo Tavares, no centro de Maringá, onde quase todas as tardes são realizados cultos evangélicos, criticam que o som é alto demais e incomoda. A vendedora Doroti da Silva Campos reclama que às vezes tem até que gritar com o cliente, porque o som que vem da praça atrapalha.

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