A Associação de Deficientes Visuais de Maringá (Adevimar) promove hoje o primeiro ‘‘paraenduro’’, uma prova de regularidade que exige a perícia de um cego e o conhecimento de uma pessoa que enxerga. ‘‘A competição é como um enduro normal, com as mesmas regras’’, explica o presidente da associação, César Antônio Gualberto. O mapa do trajeto é feito em braille, indicando todos os pontos onde a dupla deve passar. ‘‘O cego atua como navegador, indicando o caminho’’, explica Gualberto.
O companheiro do deficiente, que tem visão normal, vai levar a dupla pelo caminho correto previsto no mapa e controlar o tempo. Por ser uma prova de regularidade, os dois devem seguir não apenas o caminho certo, mas também passar pelos pontos ‘‘neutralizados’’ no tempo indicado. ‘‘Qualquer tempo fora do indicado os competidores perdem pontos’’, lembra Gualberto. Ele ressalta que a prova não se resume a um passeio pelas ruas e praças. As duplas terão que percorrer trilhas dentro de parques florestais.
Uma empresa especializada em turismo rural e passeios ecológicos está organizando o enduro. Cerca de 50 duplas de Maringá, Cascavel, Londrina e Sarandi confirmaram inscrição. A largada está programada para 14 horas em frente à catedral, com chegada a partir das 18 horas no Parque do Ingá. ‘‘Queremos com o enduro mostrar que dentro da sociedade todos dependem dos outros’’, diz Gualberto.

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