Maringá fará blitz contra prostituição
A Polícia Militar e Civil de Maringá e o Juizado de Menores começam a discutir uma forma de retirar os travestis da área central da cidade. Na semana que vem, está previsto uma superblitz noturna nos locais de concentração de travestis e prostitutas. Comissários do Juizado de Menores também vão participar da blitz, já que existe denúncias de que os travestis estariam vendendo droga a menores.
De acordo com o juiz da Vara da Infância e Adolescência, Renê Pereira da Costa, as denúncias são de que alguns grupos de travestis que costumam fazer ponto na Avenida Joubert de Carvalho, na região próxima à antiga rodoviária, estão vendendo drogas aos menores.
Estes travestis estariam transformando os locais de encontros para programas em pontos de venda de drogas, justifica. Segundo Costa, o travesti conhecido como Cris seria o chefe dos grupos. Ele afirma que dois comissários já estiveram nos locais denunciados, mas nada de suspeito foi identificado. Vamos voltar com os policiais mais uma vez, disse.
Para o delegado chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Aprígio Paulo Cardoso, a blitz será realizada para surpreender os travestis, mas o importante mesmo será a rodada de negociação para a transferência deles para outros locais. Segundo ele, a maioria das reclamações contra os travestis parte de comerciantes instalados nas imediações da antiga rodoviária. Ele acredita que a partir de um trabalho em parceria entre Polícia Civil, Polícia Militar e Juizado de Menores, será possível encontrar uma área para acomodar os travestis.
Os pontos de encontros de prostitutas também serão vistoriados durante a blitz. O objetivo é identificar irregularidades, principalmente no que se refere ao uso e comércio de drogas, envolvendo crianças e adolescentes. A Praça Raposo Tavares e a Praça da Catedral são os locais preferidos pelas prostitutas que costumam marcar programas mesmo durante o dia.Marcos NegriniDrogasTravestis e prostitutas são acusados de transformar pontos de encontro em locais de venda de drogas a menores, que são vendidas até mesmo de dia
Lucinéia Parra





