Marcos NegriniAlertaÍndice de infestação do mosquito transmissor da doença chega a 32% em alguns bairros de Maringá; trabalho de eliminação dos focos começa na próxima semanaUm arrastão programado para depois do feriado de Páscoa, vai tentar conter o avanço dos focos do mosquito Aedes aegypti em Maringá. O índice de infestação chega a 32% em alguns bairros, e a Saúde já confirmou um caso da doença. Ontem, agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e secretários do município se reuniram para traçar um plano de combate ao mosquito. A falta de recursos e de pessoal, e o feriado prolongado do final de semana, determinaram a data para o arrastão.
O secretário de Saúde, Ivan Murad, lamenta que, apesar de anunciado no início do ano, até agora os R$ 520 mil prometidos pelo Ministério da Saúde para o combate à dengue ainda não foram liberados. ‘‘Sem dinheiro vamos apelar novamente à população’’, exlplica. A médica Maria Teresa Coimbra, chefe do setor de epidemiologia do município, diz que como os órgãos públicos não trabalham a partir de amanhã, o combate ao Aedes aegypti ficou para a próxima semana. ‘‘Será necessário mobilizar pessoal e veículos de vários setores, e conscientizar a população sobre a importância do arrastão’’, afirma.
Um levantamento feito pela Funasa apontou que 28% dos criatórios de larvas do mosquito da dengue ficam nos vasos de plantas domésticas. ‘‘A dona de casa pode contribuir, e muito, para o controle do mosquito’’, garante Maria Teresa. Em 95, foram registrados 829 casos da doença, e 43% das casas visitadas tinham larvas do Aedes aegypti. ‘‘O que precisamos para controlar o mosquito é uma campanha nos moldes da desencadeada para divulgar o novo Código de Trânsito Brasileiro’’, arrisca a médica.

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