Maringá entra na rota do Brasil 2000
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de fevereiro de 1999
Lucinéia Parra 
A equipe de profissionais que está desenvolvendo o Projeto Brasil 2000 - 500 anos em 500 dias chegou segunda-feira à noite em Maringá, onde fica até amanhã. Maringá é a única cidade do interior do Estado incluída na rota dos profissionais, que definiram cerca de 140 localidades em todo Brasil para um trabalho de pesquisa, cujo objetivo principal é mostrar a interação do homem com o ecossistema. Maringá faz parte deste estudo devido a consciência ecológica dos moradores e também pelo destaque da colônia japonesa local.
A partir do Sul do Brasil, Maringá é a primeira cidade onde começa a colonização japonesa. Queremos saber por que os japoneses vieram para a cidade e como eles se adaptaram ao ecossistema da região, explica o cinegrafista Alex Krusemark. Também fazem parte da equipe o fotógrafo Canário Caliari, o geógrafo Sérgio Rondelli e o historiador Antônio Carlos Maier Figueiredo. Caliari e Rondelli desenvolveram, entre fevereiro de 96 e abril de 97, o Projeto Litoral Brasil, que serviu de base para a edição do Guia Quatro Rodas dos dois anos. O trabalho reuniu fotos e história do litoral brasileiro e também foi transformado em diverso CD-ROM. Para conhecer o litoral brasileiro, Rondelli e Caliari percorreram todo o País.
Agora, a equipe começou o estudo pelo extremo sul do Brasil. A primeira localidade visitada foi a Praia do Cassino que tem 121 quilômetros de extensão e fica na divisa de Chuí com a cidade de Rio Grande (RS). Depois de Maringá, eles partem para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e depois todo o Norte e Nordeste. Os pesquisadores pretendem concluir o trabalho em 22 de abril de 2000, em Porto Seguro (BA). No Rio Grande do Sul, a equipe conheceu, fotografou e filmou o pampa gaúcho, a região das missões, o litoral e a Serra Gaúcha. Cada Estado, conforme Krusemark, foi dividido em regiões, de acordo com o interesse da equipe e da importância das localidades em relação ao tema da pesquisa. Para visitar todas as localidades, a equipe tem o patrocínio do Banco do Brasil e apoio da Fujifilm. O custo da pesquisa é de R$ 500 mil.


