Mais de 540 recenseadores começaram ontem em Maringá e 11 municípios vizinhos o trabalho do Censo 2000. Os números da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o crescimento populacional observado desde a última contagem populacional, em 1996, devem ser divulgados em dezembro.
A ‘‘radiografia’’ vai permitir às prefeituras uma reavaliação no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um dos principais recursos do Governo Federal de repasse aos cofres municipais. Municípios como Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá) com registro de 66 mil habitantes alega a existência de cerca de 80 mil e, por isso, um recebimento desproporcional do FPM.
Para o coordenador do IBGE, Laércio Arali, a projeção de crescimento é prevista somente para Maringá e municípios da região metropolitana. Os outros municípios devem manter os números ou registrar crescimento mínimo. A coleta dos dados deve ir até outubro.
Em Maringá são 308 recenseadores que visitarão 85 mil residências. A projeção de crescimento é feita com o resultado da multiplicação do número de residências com a estimativa de moradores, que hoje é de 3,53 pessoas para cada casa. Em 1960, este número era de 5,5 e no último censo de 3,80. Dos 267.942 habitantes contados em 1996, Maringá deve subir para 300 mil. O censo da região vai coletar informações em Doutor Camargo, Floresta, Itambé, Ivatuba, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Ourizona, Paiçandu, São Jorge do Ivaí e Sarandi.
Na região de Londrina, 430 recenseadores sairão a campo em nove municípios. A entrega do material de coleta ocorreu na tarde de ontem. A expectativa é que os números que serão divulgados em dezembro registrem cerca de 450 mil moradores em Londrina, mantendo com folga a posição do município como o mais populoso do interior do Estado e o de terceiro da região Sul do País.
Cada um dos 320 recenseadores de Londrina ficará responsável por um setor. Entre zona urbana e rural, são 437 setores. Os pesquisadores que fizerem mais rápido a coleta terão direito a trabalhar em um segundo setor. Em Londrina e Ibiporã, 10% dos 130 mil domicílios responderão a um questionário mais completo, com 67 perguntas (o básico têm seis) sobre dados de infra-estrutura e bens de consumo da residência. Nos outros sete municípios da região – Alvorada do Sul, Bela Vista do Paraíso, Primeiro de Maio, Sertanópolis, Ibiporã, Jataizinho, Rancho Alegre e Tamarana – o questionário de amostra será aplicado em 20% dos domicílios. (Colaborou Lúcio Flávio Moura, de Londrina).

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