Maringá e Londrina iniciam o Censo
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segunda-feira, 07 de agosto de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
Mais de 540 recenseadores começaram ontem em Maringá e 11 municípios vizinhos o trabalho do Censo 2000. Os números da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o crescimento populacional observado desde a última contagem populacional, em 1996, devem ser divulgados em dezembro.
A radiografia vai permitir às prefeituras uma reavaliação no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um dos principais recursos do Governo Federal de repasse aos cofres municipais. Municípios como Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá) com registro de 66 mil habitantes alega a existência de cerca de 80 mil e, por isso, um recebimento desproporcional do FPM.
Para o coordenador do IBGE, Laércio Arali, a projeção de crescimento é prevista somente para Maringá e municípios da região metropolitana. Os outros municípios devem manter os números ou registrar crescimento mínimo. A coleta dos dados deve ir até outubro.
Em Maringá são 308 recenseadores que visitarão 85 mil residências. A projeção de crescimento é feita com o resultado da multiplicação do número de residências com a estimativa de moradores, que hoje é de 3,53 pessoas para cada casa. Em 1960, este número era de 5,5 e no último censo de 3,80. Dos 267.942 habitantes contados em 1996, Maringá deve subir para 300 mil. O censo da região vai coletar informações em Doutor Camargo, Floresta, Itambé, Ivatuba, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Ourizona, Paiçandu, São Jorge do Ivaí e Sarandi.
Na região de Londrina, 430 recenseadores sairão a campo em nove municípios. A entrega do material de coleta ocorreu na tarde de ontem. A expectativa é que os números que serão divulgados em dezembro registrem cerca de 450 mil moradores em Londrina, mantendo com folga a posição do município como o mais populoso do interior do Estado e o de terceiro da região Sul do País.
Cada um dos 320 recenseadores de Londrina ficará responsável por um setor. Entre zona urbana e rural, são 437 setores. Os pesquisadores que fizerem mais rápido a coleta terão direito a trabalhar em um segundo setor. Em Londrina e Ibiporã, 10% dos 130 mil domicílios responderão a um questionário mais completo, com 67 perguntas (o básico têm seis) sobre dados de infra-estrutura e bens de consumo da residência. Nos outros sete municípios da região Alvorada do Sul, Bela Vista do Paraíso, Primeiro de Maio, Sertanópolis, Ibiporã, Jataizinho, Rancho Alegre e Tamarana o questionário de amostra será aplicado em 20% dos domicílios. (Colaborou Lúcio Flávio Moura, de Londrina).


