Maringá discute destino para o lixo
Construção de um aterro sanitário é apontada como a única saída para acabar com a poluição ambiental causada pelo lixão
Marccio W. Varella
Marcos NegriniPoluição
Vereadores visitam o lixão: são nove alqueires de montanhas de lixo a céu aberto, a 5 km do centro Vereadores e técnicos da Prefeitura, que estão participando da 4ª Semana do Meio Ambiente de Maringá, concluíram que somente a construção de um aterro sanitário poderá pôr fim à poluição provocada pelo lixão a céu aberto, existente há 20 anos, a cerca de cinco quilômetros do centro da cidade. A área do aterro é de nove alqueires.
O que mais impressionou vereadores e técnicos durante a visita ao lixão, no final da tarde de ontem, foram as condições de trabalho de 130 pessoas (homens, mulheres e crianças), que catam e separam as 230 toneladas de lixo urbano e industrial que chegam diariamente ao local. Eles não usam luvas, máscaras e nem roupas apropriadas.
O vereador Décio Sperandio (PDT), presidente da comissão organizadora da Semana de Meio Ambiente, disse que apresentou projeto há um ano na Câmara que prevê a criação de um aterro sanitário. ‘‘Hoje, lixo hospitalar e doméstico é jogado no mesmo lugar. O chorume polui as águas e a terra e acaba com a vegetação’’, disse ele. O projeto prevê também a reciclagem do lixo desde a origem, e o aproveitamento em usinas de reciclagem. ‘‘O lixo seria separado antes de ser jogado nos caminhões de lixo. É esse trabalho que ainda precisa ser organizado’’, disse Sperandio.
O diretor da Secretaria do Meio Ambiente Adalberto Kossich explicou que a prefeitura está procurando um novo local para construir o aterro sanitário, através de consórcio com mais quatro municípios. A idéia inicial era construir o aterro no local onde hoje está instalado o lixão a céu aberto, mas técnicos da prefeitura descobriram que o terreno é muito pedregoso e, por isso, impróprio.
A secretaria tem uma usina de reciclagem de lixo doméstico, segundo ele, ‘‘mas que é pequena para trabalhar com todo o lixo da cidade’’. As pessoas que trabalham no lixão, segundo o diretor, serão aproveitadas nas usinas de reciclagem. Por enquanto, não existe prazo para a prefeitura construir o aterro sanitário.

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