Marcos Zanatta
O terminal urbano de Maringá, instalado há cerca de oito anos em um trecho da Avenida Tamandaré, na área central, será desativado. A Secretaria de Transportes do Município e a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), empresa concessionária do serviço urbano, estão estudando a implantação de catracas eletrônicas nos ônibus. A mudança faz parte do projeto de melhoria no sistema viário de Maringá, mas vai beneficiar também os usuários do transporte coletivo. A primeira mudança, na linha metropolitana para Sarandi (7 km a leste de Maringá), deve ficar pronta até o final de junho.
A linha de Sarandi será transferida para dentro da antiga rodoviária, que já funciona como terminal de ônibus que fazem ligações com outras seis cidades da microrregião. O secretário José Henrique Ruschi de Camargo explica que o terminal urbano vai perder a característica de confinado. Os ônibus do transporte coletivo, segundo ele, farão paradas na região central sem necessidade de entrar em nenhum local.
Da maneira como estão hoje o terminal e o ponto final da linha de Sarandi interrompem o fluxo de veículos por cerca de 200 metros da Avenida Tamandaré, nos dois sentidos. A saída dos ônibus do trecho será uma alternativa de fluxo de tráfego no sentido leste-oeste. Hoje a principal ligação é a Avenida Brasil, que não comporta mais o crescimento de tráfego.
O gerente da TCCC, Roberto Jacomeli, disse ontem à Folha que ainda não existe nada definido sobre a implantação das catracas eletrônicas. Ele adiantou apenas que a idéia é antiga e deve ser adotada em poucos meses. ‘‘Ainda estamos definindo como o sistema vai funcionar’’, disse. Jacomeli acha que sem o terminal central, que deve ser substituído por terminais de bairros, o usuário será beneficiado. Em algumas semanas, segundo Jacomeli, a empresa deve anunciar como a catraca vai funcionar.

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