Maringá decreta estado de alerta
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Maringá O aumento do Levantamento do Índice Rápido para Aedes aegypti (Lira) de 0,4% para 1,9% em três meses colocou a cidade de Maringá (Noroeste) em estado de alerta no combate a dengue. O índice aceitável indicado pela Organização Mundial da Saúde é de 1%. O último levantamento do Índice foi divulgado na segunda-feira pela Secretaria Municipal de Saúde. Em 2014, Maringá já registrou 3.596 casos confirmados da doença, além de 7.494 notificações.
"É uma situação de médio risco, apesar que já tivemos meses piores, como em março, quando o índice geral chegou a 2,4%. O que nos preocupa mais agora é que vivemos uma época de alta incidência de chuvas e temperaturas elevadas", relatou o secretário, Antônio Carlos Nardi.
Duas regiões preocupam de forma particular a administração municipal maringaense: os jardins Olímpico e Mandacaru. Nestes bairros, o índice do Lira é de 4,2%. O levantamento, realizado entre os dias 24 e 28 de novembro, mostrou que nestas localidades o risco de uma epidemia é alto e que 45% dos focos da doença foram encontrados no lixo e nos resíduos dos quintais das casas e 25% em pneus.
"O poder público não dá conta sozinho de controlar e prevenir uma doença onde o mosquito transmissor não tem barreiras e se reproduz em qualquer espaço com água, por menor que seja. É necessário mudar o comportamento das pessoas e reforçar a consciência ambiental", frisou o secretário.
Para evitar uma epidemia da doença na cidade, a administração pública promete intensificar as ações de combate com os 235 agentes de endemias que trabalham no município, com programas como as Férias Sem Dengue e o Natal Sem Dengue. "A tarefa dos nossos alunos será cobrar do pai e da mãe para limpar o quintal pelo menos uma vez por semana. Durante o período natalino vamos aproveitar a visibilidade, o comércio aberto a noite para realizar ações diárias junto a população", garantiu Nardi.
ESTADO
Segundo o último boletim divulgado no dia 5 pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), desde o início do ciclo epidemiológico da doença no mês de julho, foram registrados 308 casos no Estado e 5.545 notificações ou casos suspeitos. As cidades com mais casos confirmados são Itaúna do Sul (70), Paranapoema (40), as duas, localizadas na região Noroeste, já em situação epidêmica, e Londrina (23).
A 17ª Regional de Saúde, que abriga Londrina e outros 21 municípios da região norte, já registrou no período 68 casos confirmados e 2.809 notificações. A Regional com mais casos confirmados é a 14ª, com sede em Paranavaí, com 157 confirmações. No período do ciclo epidemiológico não houve óbitos no Paraná em decorrência na dengue.


