Maringá debate poluição sonora em áreas urbanas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de novembro de 1997
Maringá 
Os problemas de controle da poluição sonora em área urbana serão debatidos hoje e amanhã em Maringá. O curso sobre acústica de ruído ambiental vai orientar técnicos da prefeitura, engenheiros e síndicos de edifícios sobre a necessidade de controle na emissão de sons em área urbana.
O principal objetivo do curso, que será ministrado pelo físico Geraldo Cavalcante, do Tecpar, é embasar os técnicos do município para o trabalho de fiscalização.
Hoje, Maringá tem uma lei de 1959 que prevê o controle de poluição sonora apenas de veículos. A vereadora Arlene de Lima (PMDB) tem um projeto para regulamentar o controle de todo tipo de ruído urbano, mas que ainda está em fase de elaboração.
Ela explica que desde 59, quando foi feita a primeira lei, apenas uma emenda foi acrescentada em 1977. Hoje a realidade é outra e existe muita reclamação de moradores por diversas fontes de poluição sonora, afirma.
Durante o curso serão discutidas alternativas para a elaboração da lei de acordo com as necessidades atuais.
A intenção é mostrar que a legislação deve ter uma abrangência para alcançar todas as fontes de poluição, até igrejas localizadas em zonas residenciais que promovem verdadeiros shows durante os cultos.
A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, que fiscaliza a poluição, tem tentado solucionar o problema através de notificação dos responsáveis pelo barulho. A criação de uma lei regulamentando os limites de ruídos urbanos facilitará o trabalho da fiscalização.


