Com apenas R$ 150 mil, o Serviços Autárquicos de Obra e Pavimentação (Saop) começou ontem a operação tapa-buracos nas ruas e avenidas de Maringá. O dinheiro, conforme o diretor da autarquia, José Eudes Januário, é o único disponível para o início dos trabalhos, mas a prefeitura deve buscar novos recursos para que a operação possa ser realizada em toda cidade.
Apesar de não ter dados específicos sobre o total de massa asfáltica necessária para a operação tapa-buracos, Januário disse que as condições das ruas e avenidas de Maringá estão em estado lastimáveis. ‘‘Não há manutenção neste setor há pelo menos seis meses e há ruas intransitáveis por causa dos buracos’’.
A operação começou pela Avenida Alexandre Rasgulaeff, no Jardim Alvorada, e na Avenida das Palmeiras, no Conjunto Hermas Moraes de Barrros. Nas duas avenidas, o trabalho deve durar de dois a três dias. ‘‘Será um trabalho mais lento porque vamos primeiro fazer um recorte em volta do buraco, limpá-lo e só depois espalhar a massa para dar liga com o asfalto’’, justificou. Nas operações anteriores, conforme Januário, a massa asfáltica era jogada de cima do caminhão sem nenhum preparo do local. ‘‘Na primeira chuva a massa ia tudo embora’’, criticou.
Além da falta de recursos para a compra da matéria-prima, o Saop enfrenta outra dificuldade para realizar a operação. Boa parte do maquinário está quebrada. ‘‘Vamos precisar de aproximadamente R$ 700 mil só para recuperar todas as máquinas, mas este é um recurso que ainda vamos buscar’’, disse.

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