Maringá corta cigarro e colhe mais saúde
''Após a lei, a procura de fumantes por tratamento nas unidades básicas de saúde aumentou em mais de 30% e as estatísticas extraoficiais indicam que a venda de substâncias fumígenas diminuiu de 20% a 30% no município'', comemorou o secretário de saúde de Maringá, Antônio Carlos Figueiredo Nardi, onde já existe lei municipal antifumo há dois anos e fiscalização constante.
O secretário admitiu que no início houve reação por parte da população e entre alguns comerciantes, e que a saída o diálogo. ''A implementação da lei aconteceu de forma gradativa e demos tempo para todos se adequarem'', afirmou Nardi. Mas ele disse que após as blitze educativa e de esclarecimento, os fiscais começaram a autuar quem era flagrado burlando a lei. ''Fizemos várias autuações de estabelecimentos, e até de alguns fumantes, e ainda hoje isso acontece, mas agora em número muito menor do que antes'', apontou.
Com a lei, o secretário comentou que foi preciso ampliar o número de grupos terapêuticos para atender os fumantes que buscavam ajuda. ''Hoje temos encontros em praticamente todos os postos e estamos conseguindo absorver esta demanda'', assegurou. ''Não é só a pessoa que fuma que sai ganhando mas quem está vivendo junto com ela também porque, na minha opinião, não existe fumante passivo nesta situação. Todos são fumantes ativos'', argumentou Nardi. (L.A.)





