Maringá convive com a falta de estrutura
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Marta MedeirosDe Maringá 
A Prefeitura de Maringá vai levar mais 60 dias para viabilizar a instalação de serviços básicos de apoio no novo aeroporto regional. Inaugurado no dia 25 de abril, o terminal ainda não oferece lanchonete, restaurante, loja de conveniência e revistaria. Passageiros reclamam da falta de estrutura. Outras empresas de serviços de apoio, como agências de viagens, casa de câmbio e estacionamento também não estão definidas pelo processo de licitação aberto pela prefeitura.
Para o médico Robson Souza, que aguardava ontem embarque em vôo para São Paulo, o novo aeroporto deveria ter no mínimo lanchonete e loja. Souza contou que precisou sair do terminal para comprar uma revista em um shopping atacadista. O aeroporto está localizado a 13 quilômetros do centro da cidade e fica na PR-317 saída para Campo Mourão.
A professora Air Pereira Piscitelli disse que chegou a seguir placas internas do terminal indicando lanchonetes porque não sabia que o serviço não está disponível. Ela estava acompanhando o embarque de uma cunhada e afirmou que também ficou impressionada com a falta de sinalização no caminho do novo aeroporto. Para a cabelereira Sandra Mara de Oliveira a falta de estrutura causa muitos transtornos aos passageiros.
Conforme a prefeitura, o atraso na venda dos espaços ocorreu por causa das mudanças de administrações e da incerteza sobre a data de funcionamento do novo aeroporto. Desde 1996 foram feitas duas licitações que tiveram que ser canceladas porque o aeroporto não tinha a homologação do Ministério da Aeronática.


