Maringá - A Secretaria de Saúde de Maringá confirmou ontem, que a dona-de-casa Silvia Aparecida de Oliveira, 34 anos, está com dengue hemorrágica. Ela foi internada quinta-feira no Hospital Universitário de Maringá (HU) com os sintomas da doença. O estado de saúde de Silvia é estável, mas ela ainda continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). É o segundo caso de dengue hemorrágica registrado em Maringá, mas o primeiro autóctone – quando a paciente contrai a doença no próprio município.
De acordo com o chefe da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, Gilberto Pucca, o município já fez o bloqueio na região da casa de Silvia Aparecida, com aplicação de fumacê. Outra medida preventiva anunciada ontem, será um arrastão na próxima sexta-feira em toda região próxima a casa da paciente. Silvia mora no Conjunto Bertioga que de acordo com dados da Secretaria de Saúde, tem baixo índice de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Na própria casa da paciente, não foi encontrado nenhum foco do mosquito.
A Secretaria de Saúde ainda investiga como e onde Silvia teria sido infectada. Uma das suspeitas é de que ela tenha sido picada pelo mosquito nas imediações da própria residência, já que o bairro onde mora é vizinho de Sarandi – município que convive com números alarmantes de dengue tendo sido notificados 810 casos e confirmados 147.
De acordo com o secretário de Saúde de Maringá, Paulo Roberto Donadio, com a confirmação do segundo caso de dengue hemorrágica, aumentam os cuidados da saúde pública. ‘‘Estamos orientando todas as unidades de postos de saúde para que tenham o máximo de atenção na identificação dos sintomas da dengue’’, disse. Segundo Donadio, também é importante que a população fique alerta e que procure atendimento médico ao sentir os primeiros sintomas da doença que são febre, dores no corpo, dores muscular e nos olhos. No caso da dengue hemorrágica, há também as hemorragias que se manifestam através principalmente de manchas avermelhadas ou roxas pelo corpo, sangramentos (nariz e boca), dor abdominal, tontura, fezes escurecidas e desmaios.
O primeiro caso de dengue hemorrágica registrado em Maringá, foi em fevereiro deste ano e provocou a morte da dona-de-casa Patrícia da Silva Moreira. Ela havia se mudado para Maringá no início de fevereiro já com os sintomas da doença. Neste caso ficou comprovado que ela contraiu a dengue na cidade de Tangará da Serra (MT).

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