Maringá cadastrou 125 flanelinhas
Em Maringá, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Sasc) passou uma semana cadastrando os guardadores de carros. No total, 125 flanelinhas procuraram a prefeitura. A intenção da Sasc é ter o perfil dessas pessoas e oferecer cursos de qualificação profissional. A secretária de Assistência Social, Sandra Franchini, afirma que não quer regularizar a profissão, mas sim tentar recolocá-los no mercado de trabalho.
Após o cadastramento, os flanelinhas passaram por um treinamento com a Polícia Militar. Eles receberam noção de leis de trânsito e informações quanto à coação de pessoas na rua. Isso pode ser caracterizado como crime de extorsão. Os guardadores receberão um colete com uma numeração. ''Estamos dando os coletes para que os motoristas possam identificar os flanelinhas, mas não queremos regularizar o trabalho. O motorista que se sentir coagido poderá acionar a polícia e identificar a pessoa'', esclarece.
Com o cadastramento, a situação dos flanelinhas junto à Polícia Civil e Justiça serão fiscalizadas. Aqueles com problemas agora poderão ser identificados. Sandra disse que serão desenvolvidos cursos de capacitação, para tentar recolocar essas pessoas novamente no mercado de trabalho. ''Não será fácil encontrar vagas para todos, mas temos parceria com a Associação Comercial e os empresários já se mostraram favoráveis ao projeto'', lembra.
Para o guardador de carros Anilson Ponciono Alves, 56 anos, o cadastramento é uma boa idéia. Ele trabalha há 11 anos na Praça da Catedral e disse que começou a guardar carros por falta de opção. ''Tive um problema na coluna e não pude mais trabalhar como pedreiro.'' Ele diz que consegue uma boa renda, porque já tem vários clientes fixos, que pagam por mês. No entanto, afirma que se tivesse a oportunidade de trabalhar em outro local com carteira assinada, deixaria de trabalhar na rua.
Outro que também se cadastrou foi Reinaldo Vicente da Rocha, 66 anos. Ele mora no município de Paiçandu, mas vai todos dias até Maringá para cuidar de carros na avenida Brasil, principal via comercial da cidade. Ele lembra que já trabalhou como flanelinha em São Paulo e há quatro anos está na região. ''Acho que todos têm que se cadastrar também para identificar quem quer trabalhar sério e quem quer ficar com malandragem'', frisa.(Giancarlo Franquini)





