Maringá busca soluções para a saúde pública
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segunda-feira, 23 de setembro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - O presidente da Câmara de Vereadores de Maringá, Antonio Marcolim (PTB) propôs ontem, que a população da cidade viabilize os recursos financeiros necessários para a contratação de pessoal para a abertura do Posto de Saúde Zona Sul 24 horas e melhoria no atendimento do Hospital Universitário e Hospital Municipal. A proposta foi apresentada ao secretário de Saúde Municipal, Paulo Roberto Donadio e aos demais integrantes de uma nova comissão formada por representantes do Executivo e do Legislativo com o objetivo de encontrar uma saída para os problemas da saúde pública de Maringá.
De acordo com Marcolin, a colaboração da população seria através de doações financeiras mensais. A contribuição seria autorizada pelos ''colaboradores'' e cobradas nas contas de água, luz ou telefone. A proposta segundo o vereador, foi tirada por representantes do Sindicato dos Médicos de Maringá, do Centro Regional de Saúde, Sociedade Médica, Sindicato dos Hospitais, e da Associação dos Amigos do HU, após uma visita ao Hospital Municipal de Maringá no último domingo.
A doação de recursos pela comunidade, conforme Marcolin, seria temporária e com o objetivo de resolver o problema da falta de médicos e estrutura física para o atendimento da demanda a curto prazo. ''Nem o governo estadual e nem o federal vai dar dinheiro agora para a saúde de Maringá'', ressaltou o vereador. Na semana passada Marcolin tinha proposto a união de forças do Executivo, Legislativo e da comunidade para uma pressão política com o objetivo de ''forçar'' o governo do Estado e o governo federal a aumentar o teto financeiro do SUS para Maringá e agilizar o credenciamento do Hospital Municipal junto ao SUS. Ontem, ele disse que a força política não vai resolver porque o momento não favorece. ''Estamos em época de campanha e final de governo'', ressaltou.
De acordo com o secretário de Saúde, Paulo Roberto Donadio, o único inconveniente da proposta é de que os valores são altos e as doações têm que ser permanentes para a manutenção mensal de mais uma unidade aberta 24 horas. Ainda segundo ele, a proposta deverá ser encaminhada para análise jurídica. ''É preciso verificar se é possível legalmente recolher estas doações nas tarifas mensais dos serviços de água, luz ou telefone'', disse. Donadio reafirmou que a intenção de abrir o Zona Sul 24 horas também é proposta do município, mas o problema é a falta de recursos. Conforme o secretário, o déficit mensal na saúde pública de Maringá é de R$ 350 mil. Com a abertura do Zona Sul 24 horas, os custos de manutenção aumentaria em mais R$ 200 mil mensais.
Segundo ele, a superdemanda no Posto Zona Norte que atende 24 horas e também no Hospital Universitário é sazonal. ''Tivemos uma epidemia viral que está diminuindo'', desabafou comparando números de atendimento das duas unidades de saúde nos três finais de semana deste mês.


