Maringá - O número de arrombamentos a residências preocupa os moradores de Maringá. Este ano, foram 26 arrombamentos, 10 praticados somente anteontem. A média diária de arrombamentos este ano já é maior do que o ano passado quando foram registrados 772 arrombamentos de janeiro a dezembro, o equivalente a dois arrombamentos/dia. Este ano, pelos números registrados até quarta-feira, a média é de 2,6 arrombamentos/dia. Aparelhos domésticos, jóias e roupas são os objetos preferidos dos ladrões que começam a agir logo nas primeiras horas do dia.
Alguns bairros na região leste de Maringá são mais visados pelos arrombadores, mas nos últimos dias, moradores de praticamente toda cidade estão assustados com a ação dos marginais. A dona-de-casa Kátia Trevisan, 31 anos, já perdeu as contas das vezes que tentaram entrar na casa dela, localizada no Jardim Liberdade, quase divisa com Sarandi.
‘‘Eles ainda não conseguiram entrar em casa, porque meu marido acorda e faz muito barulho dentro de casa, mas já arrombaram duas vezes o nosso carro que estava na garagem’’, reclama Kátia. A aposentada Aparecida Garcia, 72 anos, mudou de bairro depois de ter a residência arrombada duas vezes. Hoje ela mora no Jardim América – outro bairro também muito visado pelos arrombadores. Aparecida conta que adotou a estratégia de jamais manter a casa fechada durante o dia. ‘‘Sempre tem alguém em casa, até mesmo quando viajo, porque senão é arrombamento na certa’’, diz.
De acordo com o tenente do 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá, Ideval de Oliveira, as pessoas devem pedir ajuda dos vizinhos para que comuniquem a polícia assim que perceberem qualquer ação dos arrombadores. ‘‘Fazemos as rondas nas ruas, mas geralmente os marginais entraram nas casas pelos fundos e se utilizam das residências vizinhas para fugir’’, disse. Outra dica do tenente, é para que as pessoas jamais viajem sem deixar uma pessoa responsável para recolher correspondências e jornais. É que o acúmulo de cartas e jornais em locais visíveis é sinal de que não há ninguém em casa e portanto, um chamariz para os arrombadores.
Até mesmo as donas-de-casa que são acostumadas a realizarem os serviços domésticos pela manhã e depois sair na parte da tarde, são alertadas pelo tenente para que abandonem esta prática, pelo menos neste período do ano. ‘‘É que estas senhoras saem à tarde e só retornam duas ou três horas depois; tempo suficiente para o marginal entrar na residência e levar o que quiser.’’

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