A Secretaria de Transportes de Maringá está instalando mais 20 pontos de controle de velocidade através de radares do tipo ‘‘pardal’’, que conseguiram reduzir em 90% o número de acidentes graves na área urbana em pouco mais de um ano. No total, serão 36 locais de controle, mas com apenas nove equipamentos que se revezarão nos ‘‘ninhos’’ (caixa onde o sistema é instalado). ‘‘O importante é que estamos alcançando o objetivo de reduzir os acidentes e a velocidade média ao mesmo tempo’’, diz o secretário Sidnei Telles.
Dados do Pelotão de Trânsito do 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá apontam uma queda de 33,9% no número de vítimas fatais em acidentes na área urbana, de junho de 1999 a agosto, período em que o pardal passou a ser utilizado. ‘‘Historicamente o número de vítimas fatais crescia 10% ao ano em Maringᒒ, compara Telles. ‘‘Em 1998 foram nove vítimas fatais em acidentes na área urbana. No ano passado foram duas mortes e de janeiro a julho deste ano passado não houve nenhuma vítima fatal.’’
Os pardais deixaram Maringá em condição favorável se comparados os números de mortes por veículos. No Brasil são 6,36 vítimas para cada 10 mil veículos, média que no Paraná chega a 8,14. Em Maringá são 3,42. Levando em conta que a Polícia Militar de Maringá registra a morte posterior – a vítima que morre depois de encaminhada ao atendimento hospitalar –, o resultado, na opinião do secretário, aparece em função da queda na velocidade média dos veículos no perímetro urbano.
Ao mesmo tempo que reduz as mortes, os pardais ‘‘conscientizam’’ o motorista. ‘‘O pessoal alega que o pardal está aí para arrecadar multas, mas isso não é verdade’’, garante o secretário. ‘‘Em janeiro de 1999 foram 216 infrações ao dia, contra a média atual de cinco ao dia.’’ Telles ressalta que todo o sistema viário foi readequado e recebeu melhorias.
A Prefeitura de Maringá iniciou a construção de um viaduto elevado para ligar a Avenida Guaiapó com a Avenida Centenário. O novo trecho vai desafogar a Avenida Tuiuti, que hoje recebe todo o tráfego da rodoviária e é uma das únicas opções de acesso entre as zonas leste e norte da cidade. Pelo menos 40% da população, conforme a prefeitura, dependem desta via para acessar os bairros e a Avenida Colombo. A obra está orçada em R$ 1,5 milhão e deve ficar pronta em dezembro.

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