Moradores da Zona 2, bairro nobre de Maringá, contam desde ontem com a coleta seletiva de lixo reciclável, programa que já existe na periferia da cidade. Todas as quintas-feiras um caminhão adaptado vai recolher o material. ''Já orientamos os moradores de como deve ser feita a separação'', explica a coordenadora do programa, Marise Ereno Colombo. Ela acha que por se tratar de moradores com um poder aquisitivo maior, o ''lixo'' traz sempre mais produtos recicláveis.
A diferença para outros bairros, onde os próprios moradores são beneficiados com o resultado da coleta, é que o lixo da Zona 2 vai para uma cooperativa. Formada por ex-garimpeiros do lixão, a entidade já tem um barracão fornecido pela prefeitura. A meta é levar as mais de 60 pessoas que trabalhavam no aterro para o programa, onde terão apenas o trabalho de separar o material por ordem.
Os moradores da Zona 2 e Vila Bosque, que também terão a coleta seletiva às quintas, devem separar o reciclável apenas do lixo orgânico, ''que continua sendo coletado nos mesmos dias e horários'', avisa Marise. Quando a família não tem condições de deixar o material reciclado na calçada às quintas-feiras, pode usar os coletores instalados em frente ao Parque do Ingá.
Marise lembra que apesar do programa ainda não estar beneficiando condomínios, ou mesmo moradores de bairros mais populosos, como o Jardim Alvorada, existem coletores que recebem o lixo reciclável já separado. Além dos instalados em frente ao Parque do Ingá, existe outro grupo de coletores em frente a sede da Sanepar. Maringá coleta 290 toneladas de lixo por dia, e pelo menos 40% pode ser reciclável. Hoje cerca de 8% é separado.

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