Maringá alerta para acidente doméstico
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quarta-feira, 10 de março de 1999
Marcos Zanatta 
O crescimento no registro de acidentes com tanques domésticos, quase sempre envolvendo crianças, obrigou o Ministério Público e a Secretaria de Saúde de Maringá a promover uma campanha de alerta aos pais. Os 120 agentes de saúde que fazem o combate ao mosquito Aedes aegypti e que visitam periodicamente todos os domicílios da cidade, vão orientar sobre o risco de acidentes com tanques de lavar roupa. Dados da Secretaria de Saúde revelam que, em média, são notificados seis acidentes por mês, com pelo menos três a quatro mortes por ano.
O secretário Ivan Murad diz que o crescimento no registro de acidentes com tanques sempre acontece depois de ocorrência com vítima fatal. Mas, devemos levar em conta que muitos casos nem chegam ao público, principalmente quanto causa ferimentos leves. A secretaria imprimiu cerca de 100 mil folhetos, com linguagem simples e direta, orientando sobre os riscos dos tanques sem fixação. Os agentes de saúde vão também levantar as condições em todas as residências para, em uma segunda visita, cobrar dos moradores as providências para evitar riscos de acidentes.
EsmagamentoPesando até 100 quilos, os tanques mal fixados viram sobre criançasA campanha vai atingir também os fabricantes de tanques de cimento e pedras. O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Nor) vai identificar os fabricantes e cobrar mudança nas normas de fabricação, tornando o produto mais seguro. O envolvimento de todos os setores vai definir as normas para a fabricação e instalação dos tanques, explica o promotor João Ângelo Leonardi. Quando ocorrerem acidentes, o Ministério Público terá condições de responsabilizar alguém. Hoje não temos como punir porque falta uma regulamentação sobre o tema, e a saída é orientar as pessoas, diz Leonardi.
A presença do Ministério Público na campanha, segundo o secretário Murad, vai levar fabricantes e famílias a levarem a sério as orientações. Já se tentou mudar as formas de fabricação e exigir das famílias mais segurança, mas agora o trabalho será mais sério, avisa. Ele diz que em com as normas definidas, em caso de acidentes além dos pais da vítima os fabricantes e até revendedores podem ser responsabilizados. Pesando até 100 quilos, o tanque pode esmagar ou perfurar órgãos, causando a morte.


