Maringá - O sistema de transporte coletivo urbano está passando por uma série de mudanças em Maringá. Algumas já foram implantadas, tais como as tarifas diferenciadas e o passe livre para estudantes. Outras duas estão acontecendo de forma gradativa: a renovação da frota e a eliminação do uso de dinheiro vivo na cobrança das passagens. E uma das etapas mais ousadas está por vir: a integração do transporte coletivo urbano às chamadas linhas metropolitanas, que atendem as cidades de Sarandi e Paiçandu.
Tarifas diferenciadas - Para efeito legal, a passagem custa R$ 1,85, desde que o usuário tenha cartão próprio ou o vale transporte. Para pagamento em dinheiro, porém, o valor sobe para R$ 2,20, ou seja, um acréscimo de quase 20%. Mas a cobrança diferenciada não pára por aí. Se o usuário optar por horários de menor movimento, poderá ter um bônus de 10% sobre a tarifa original, o que fica registrado como crédito no cartão. Fazendo as contas, significa que a cada dez vezes de uso a 11 é gratuita. Os horários alternativos são das 8h30 às 11 horas e das 13h30 às 16 horas. A medida tem por objetivo incentivar o uso de ônibus fora dos horários de ''rush''.
Uso exclusivo do cartão - A prefeitura quer evitar ao máximo o uso de dinheiro para pagamento das passagens dentro dos ônibus. Por isso, incentiva o uso do cartão eletrônico, que atualmente corresponde a 90% da utilização do serviço. A idéia é que até o final deste ano seja usado exclusivamente o cartão.
Além da diferença de quase 20% de acréscimo, outra desvantagem é que o pagamento em dinheiro não permite a integração, ou seja, a utilização de um segundo ônibus de outra linha. Em Maringá, mesmo no Terminal Central, o usuário precisa passar a segunda vez pela roleta do ônibus para confirmar a integração.
O transporte coletivo urbano em Maringá já não utiliza a mão-de-obra dos cobradores, que foram remanejados para outras funções ou ''aderiram'' ao plano de demissão voluntária.
O gerente de transporte coletivo da cidade, Mauro Menegazzo, afirma que o uso do cartão tem por objetivo evitar que os ônibus sejam alvo de assaltos, o que estava acontecendo com certa frequência. Ele explica que a partir de janeiro a pessoa que eventualmente estiver sem o cartão poderá fazer o pagamento em dinheiro mesmo, mas com o acréscimo na tarifa. Ainda segundo ele, os motoristas estarão com o mínimo de dinheiro necessário para o troco.
Passes para estudantes - Os estudantes de Maringá podem contar com 100% de desconto na tarifa desde que morem a mais de 1.500 metros de distância da escola. Para os outros estudantes, o desconto é de 50%. Só este ano foram cadastrados 23 mil estudantes para o passe livre.
O estudante tem direito a dois créditos por dia, nos horários e linhas pré-determinados. Há uma flexibilidade maior para os estudantes de curso superior em período integral. O passe livre é custeado pelo Município. Há uma dotação orçamentária específica para esta finalidade.
Transporte para deficientes - A Secretaria de Transportes criou o ''Translivre'', que é o transporte gratuito e exclusivo para as pessoas portadoras de necessidades especiais ou que estão em fase de reabilitação. Estão cadastradas 280 pessoas e a média é de cem atendimentos por dia. Os veículos buscam as pessoas em casa, levam aos locais de tratamento e depois as levam de volta para casa. Os horários para o transporte são agendados com um dia de antecedência. O usuário ainda pode estar acompanhado de alguém da família, se houver necessidade.
Atualmente, 42% da frota possui elevadores mecânicos para usuários de cadeiras de roda. Os deficientes não pagam para usar o transporte coletivo.

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