A Prefeitura de Mariluz (35 quilômetros a sudeste de Umuarama) lançou esta semana uma campanha para impedir que os moradores carentes do município saiam para pedir esmolas em outras cidades da região. Para isso, distribuiu comunicado em toda a região pedindo para que as pessoas não dêem esmolas a pedintes que informarem morar em Mariluz.
Segundo o prefeito Hilmar Rubens Miyakawa (PMDB), a prefeitura mantém dois programas assistenciais suficientes para ajudar as cerca de mil famílias mais pobres cadastradas pela prefeitura. ‘‘Não há necessidade de nossos pobres saírem pedindo esmolas, muito menos em outras cidades’’, argumenta o prefeito.
A prefeitura resolveu fazer a campanha por desconfiar que muitos moradores de Mariluz viajam para pedir esmolas em outras cidades, principalmente em Umuarama. O ônibus que transporta pacientes para fazer consultas no Consórcio Intermunicipal de Saúde em Umuarama viaja sempre lotado e as pessoas voltam com muitas sacolas. Presume-se que a pretexto de fazer consultas médicas, muitas pessoas utilizam o ônibus para ir a Umuarama mendigar. Miyakawa acredita que muitas dessas pessoas já recebem auxílio dos programas municipais e mesmo assim continuam pedindo esmolas.
Miyakawa solicita às pessoas que ao serem abordadas por algum pedinte de Mariluz não dêem esmolas. ‘‘Se possível pedimos que apurem o nome da pessoa e denunciem à Secretaria da Ação Social, através do telefone (044) 534-1499, que tomaremos as providências’’. Aproximadamente a metade dos 10,8 mil habitantes de Mariluz são bóias-frias. Segundo o prefeito, os programas asssistenciais já atendem a maioria dessas famílias.
Através dos programas Comunidade Solidária e Da Rua para a Escola, a prefeitura repassa todo mês 962 cestas básicas. O Departamento Municipal de Saúde distribui regularmente leite e sopa para combater a desnutrição infantil.
Nas escolas e creches, segundo o prefeito, a merenda também garante alimentação farta e diária às crianças. Além disso, uma campanha realizada há pouco tempo arrecadou e distribuiu mais de 6 mil peças de agasalhos e cobertores. Somente a Cooperativa Agrícola de Goioerê doou 450 quilos de malha, usados para fazer agasalhos para crianças carentes. ‘‘Nossos pobres não precisam pedir esmola em outras cidades porque toda a comunidade daqui está empenhada em ajudá-los ’’, afirma Miyakawa.

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