O único hospital de Marilândia do Sul (34 quilômetros ao sul de Apucarana) está fechado desde novembro. A unidade estava sendo administrada pela prefeitura. Os casos de urgência e emergência são transferidos para hospitais de Apucarana. No município, os atendimentos básicos são realizados no Centro Municipal de Saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Feliciano da Silva, o atendimento médico não está comprometido, uma vez que os internamentos e cirurgias vinham acontecendo em hospitais da região há vários anos. A alternativa para o problema está na conclusão das obras do pronto-socorro municipal, que fará atendimento 24 horas por dia, mas as cirurgias e partos continuarão sendo realizados em outros hospitais.
Silva explicou que a prefeitura fechou o hospital por falta de recursos para mantê-lo e em função dos atrasos no pagamento do aluguel do prédio. ‘‘No início da administração, o prefeito Ivan Calos Beligni (PTB) arrendou o Hospital Menino Jesus, do ex-prefeito Oswaldo Augusto Zardo, pensando em municipalizar o atendimento. Assumimos sabendo que havia uma interdição do Sistema Único de Saúde (SUS), solicitando reformas urgentes do prédio e algumas salas. Mesmo assim, encaramos o desafio’’, disse Luiz Feliciano da Silva.
A meta da prefeitura era transformar a unidade em hospital municipal e administrá-lo com as guias de Autorização de Internação Hospitalar (AIH). Luiz Silva afirmou que a administração municipal sentiu a crise econômica e percebeu que os recursos eram escassos para manter o atendimento básico. ‘‘Tínhamos despesas de R$ 15 mil por mês. Além disso, não havia condições de reativarmos a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nem o centro cirúrgico, necessários para o programa’’, ressalta. Silva afirma que também faltou apoio dos governos federal e municipal.
O secretário diz que a prefeitura esperava que a comunidade se mobilizasse, como acontece em outros municípios, pela manutenção do hospital. ‘‘Marilândia do Sul é um município agrícola. Ficou difícil cobrar empenho da população. Mesmo assim conseguimos dar atendimento médico gratuito por 11 meses’’, salienta.
Atualmente o município tem cinco médicos, que atendem diariamente até as 23 horas em sistema de revezamento, e quatro ambulâncias novas para os casos de urgência e emergência, principalmente de madrugada. A expectativa de Luiz Feliciano da Silva é que, com a inauguração do pronto-socorro, previsto para março, a situação seja amenizada.Odair StralliottiPrefeitura arrendou mas não conseguiu administrar o hospitalAlexandre Sanches

mockup