Marido preso por suspeita de homicídio
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sexta-feira, 23 de abril de 2004
Gilmar Agassi<BR>Reportagem Local 
Arapongas O desempregado Fabiano Marchi Vieira de Gouveia, 25 anos, foi preso na manhã de ontem, em Arapongas (37 Km a oeste de Londrina), sob suspeita de participação no homicídio de sua esposa, Marisol Lopes Machado Gouveia, 26 anos. Marisol estava grávida de oito meses e foi degolada no dia 3 de abril, na residência do casal. O juiz Carlos Alberto Costa Ritzman decretou o pedido de prisão temporária por 30 dias, acatando representação feita pelo delegado Sérgio Luiz Barroso.
Segundo Barroso, existem fortes indícios de que o suspeito tenha ''concorrido direta ou indiretamente ao crime''. Ele completou que o local foi preparado para que o assassinato parecesse uma tentativa de roubo. Na ocasião foram levados R$8,3 mil emdinheiro, além de diversos equipamentos eletrônicos. ''Não havia sinais de arrombamento na casa. Ela era conhecida como uma mulher medrosa e não ficaria com a porta aberta naquele horário'', observou.
O delegado lembrou que, poucos dias antes do crime, o casal fez um seguro de vida no valor de R$ 300 mil. Marisol e Fabiano haviam voltado há um mês de Portugal, onde trabalharam por três anos. Na Europa, eles teriam feito outro seguro de vida no valor de 50 mil euros, cerca de R$ 200 mil.
Barroso acrescentou que o horário em que o marido deixou a residência, por volta da meia-noite, para buscar uma irmã de Marisol também gera suspeita. ''A cunhada disse que ele não precisava esperar por ela, que amigos a levariam até a casa. Mas ele fez questão de ficar esperando para ter uma testemunha'', ressaltou. Para a polícia, o suspeito afirmou que buscou a cunhada para que ela ficasse com a irmã no dia seguinte, pois iria a Maringá vender um carro.
O delegado declarou que, no último dia 16, foi realizada a exumação no corpo da vítima. Ficou comprovado que a facada nas costas de Marisol foi dada depois que ela tinha sido degolada. Além disso, foi colhido o material genético da vítima e do feto. Dessa forma, será possível confirmar se Fabiano era realmente o pai da criança.
Barroso disse que o suspeito permanecerá preso por 30 dias e que o prazo poderá ser prorrogado se as investigações não estiverem concluídas. A prisão temporária, também, poderá ser revertida, caso o delegado entenda que o marido não tem ligação com o homicídio. ''Esperamos que com sua prisão, testemunhas nos procurem para falar o que sabem'', comentou.


