Marta Medeiros
Especial para Folha
A Prefeitura de Marialva (17 quilômetros de Maringá) iniciou esta semana as obras de readequação da estrada rural Terra Roxa, utilizada por motoristas para o desvio de uma praça de pedágio na BR-369, em Mandaguari. O município vai tentar uma parceria com os produtores rurais para passar asfalto nos sete quilômetros da estrada. Objetivo é evitar o excesso de poeira nas lavouras de café.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente Lindalvo José Teixeira, produtores tiveram perdas de 50% na produção da última safra. Ele alega que o pó prejudica o florescimento do café, provoca o ‘‘abortamento de frutos’’ e impede a aplicação de defensivos.
A estrada fica entre os municípios de Mandaguari e Marialva e passou a ser utilizada por motoristas de carros e caminhões que desviam da praça de pedágio. Teixeira calcula em R$ 200 mil o custo de asfalto no local. ‘‘Vamos procurar uma parceria entre o município e produtores’’, disse o secretário. Proprietários de terras nas margens da estrada irão pagar de forma parcelada 40% do valor do asfalto. O restante deve ficar por conta do município.
‘‘Estas obras mais o asfalto irão deixar o local adequado até para os motoristas que insistem em utilizar a estrada para evitar o pagamento do pedágio’’, afirmou o secretário.
Cascalho Em Mamborê (36 km a sudoeste de Campo Mourão) há uma polêmica semelhante. O prefeito Ricardo Radomski (PMDB) disse que vai cascalhar a estrada rural que é usada como desvio do posto de pedágio da BR-369, entre Campo Mourão e Mamborê. Ele reclama que a Viapar (concessionário do lote 2 do Anel de Integração) ainda não criou uma tarifa especial para os moradores do município. ‘‘Não é justo que paguemos a tarifa integral por causa de 14 quilômetros’’, queixou-se o prefeito.
Radomski contou que vem sendo pressionado por produtores rurais e por moradores da cidade para melhorar o desvio. A prefeitura chegou a cadastrar os veículos do município e enviar o documento para a concessionária, mas a tarifa reduzida não saiu.
Segundo Radomski, o cascalhamento da estrada rural poderá prejudicar a arrecadação de pedágio. ‘‘Com o cascalho, a estrada poderá ser usada até em dias de chuva e não só por moradores de Mamborê, mas por todos os motoristas que passam por esse trecho da BR-369’’, disse. O desvio tem 6,8 quilômetros e inclui duas pontes, uma delas de madeira. (Colaborou Sid Sauer)

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