Maria Suely teria procurado instrutor para aprender a atirar
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domingo, 01 de dezembro de 1996
Da Redação 
Quatro novas testemunhas se apresentaram, ontem, para depor no caso da estudante e secretária Jacqueline Carneiro Lobo, morta no último dia 22 pela enfermeira Maria Suely Costa. Era esperado para ontem o depoimento do médico João Bento Moura Neto, ex-marido de Suely e namorado de Jacqueline. Mas o médico não apareceu.
Os depoimentos de ontem apontaram para um novo detalhe no caso. Suely teria procurado a loja Casa do Pescador para comprar uma arma e, mais tarde, teria ido a uma empresa de vigilância para tomar aulas de tiro.
Segundo o advogado de acusação, João dos Santos Gomes Filho, a testemunha Nilton Roberto de Paula, da Casa do Pescador, disse em depoimento ao delegado Antônio do Carmo, que preside o inquérito, que a arma não foi adquirida na loja. Nilson teria contado que dois dias antes do crime, numa quarta-feira, Maria Suely foi à loja para saber o prazo de compra e legalização de uma arma. No início da tarde, ela retornou à Casa do Pescador já portando uma arma, a qual dizia ser de uma amiga. Segundo contou a testemunha, Suely queria um instrutor que a ensinasse a atirar. Foi aí que surgiu a indicação de uma academia, no caso, a Principal Vigilância, para onde teria ido em seguida.
Identificado apenas como Sérgio, o instrutor da Principal que atendeu Maria Suely também esteve na delegacia. Até o fechamento desta edição, o depoimento não havia terminado. O administrador da empresa, identificado como Valmir, também prestou depoimento. Outra testemunha foi a secretária do médico João Bento, Roseli de Souza, que não quis falar à imprensa.


