A dona-de-casa Maria Suely Costa vai se submeter hoje a exame psicológico na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), para tentar provar que, no momento em que matou a secretária Jacqueline Carneiro Lobo, estava completamente fora de si. O advogado que defende a ré, Antônio Carlos Vianna, informou à Folha que o exame servirá para provar sua tese de que Maria Suely agiu sob violenta emoção. Um dos médicos que atenderá Suely Costa é o psiquiatra Milton Bocato. Conforme o advogado, ‘‘Bocato já atestou que a acusada não tem condições emocionais para ficar presa’’.
O crime ocorreu em 22 de novembro do ano passado, no interior de um escritório de advogacia no centro de Londrina. A vítima namorava o ex-marido de Maria Suely, o médico João Bento de Moura Neto. A acusada foi presa em flagrante, após desferir um tiro contra a cabeça da secretária.
Maria Suely passou cerca de dois meses presa no 2º DP e Corpo de Bombeiros. Ela foi beneficiada com a prisão domiciliar, sob alegação de que Londrina não possui cela especial a que ela tem direito, por ser formada em curso superior (enfermagem). A prisão especial foi concedida pelo desembargador Henrique Lenz César, da 2ª Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná.
Também amanhã, às 12 horas, familiares de Jacqueline farão um manifesto público no Calçadão (zona central), com distribuição de panfletos. A mãe da vítima, Silmara Lobo, enfatiza que não ficará de braços cruzados e lutará para que se faça justiça. A mãe disse que está surpresa em ver os benefícios concedidos à Maria Suely. ‘‘Daqui a pouco ela vai dizer que não matou minha filha e aJustiça vai acreditar’’.

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