O delegado de Porecatu, Fátimo de Siqueira, está convencido de que Maria das Dores da Silva cometeu os infanticídios que confessou. As peças, segundo ele, vão se encaixando com os fatos que ela narrou em seu depoimento. Segundo o delegado, não há contradição nas declarações que foram colhidas dela.
De acordo com Siqueira, quando ele era delegado em Centenário do Sul, foi aberto um inquérito para investigar quem seria a mãe que abandonou um bebê no hospital, entre 1997 e 1998. O delegado disse que uma mulher deu entrada no hospital da cidade já em trabalho de parto e deu à luz um bebê. Logo em seguida, sem que desse tempo de os funcionários preencherem a ficha, a mulher desapareceu e largou o bebê. O inquérito, informou o delegado, foi arquivado.
Ainda segundo Siqueira, Maria das Dores contou sobre os infanticídios para uma colega de cela. Há suspeita de que a trabalhadora rural esteja grávida, mas até agora ela não se submeteu ao exame.
Siqueira acha pouco provável que Maria das Dores esteja mentindo para tentar amenizar a participação no assassinato do barbeiro. Maria das Dores, em depoimento ao delegado, disse que não quer ser declarada ‘‘louca’’ e sabe que as medidas judiciais para quem é considerado insano pode ser até mais rigorosa do que a prisão. ‘‘Ela sabe que pode ir para um manicômio judiciário’’. Os infanticídios, segundo ela, foram causados por uma forte‘‘angústia’’ pós-parto.
O assassinato do barbeiro Manoel Hipólito dos Santos, segundo a Polícia, foi cometido na casa dela, na presença do filho de 10 anos.

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