Ponta Grossa
‘‘Não consigo entender que porcaria é isso a풒. A frase, dita em tom de indignação, é da superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria de Oliveira (foto), em resposta às denúncias feitas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), sobre o desmate ilegal em áreas de assentamentos na região dos Campos Gerais.
Na última semana o IAP multou o Incra em pouco mais de R$ 7 mil por desmatamentos em áreas de reserva legal em dois assentamentos mantidos pelo instituto nos municípios de Castro e Reserva. De acordo com Maria de Oliveira, há um grande equívoco por parte do IAP, que segundo ela é comandado por um ‘‘pessoal despreparado, mal conduzido, mal orientado e, consequentemente, perseguidores’’.
A superintendente disse que vai convocar uma audiência com o IAP para ‘‘poder entender’’ a linguagem do órgão. ‘‘Já que estamos juntos no mesmo barco e ele tem um posicionamento contra a instituição da reforma agrária, é porque o trabalho não é conjunto’’, lamentou.
Uma vez que o governo estadual colocou profissionais do IAP à disposição do Incra, para um acompanhamento conjunto da situação agrária no Paraná, a superintendente alega não estar entendendo a ‘parceria’ entre os órgãos. Maria de Oliveira defende-se da acusação de conivência com os desmatamentos, dizendo que isso é uma ‘‘tremenda estupidez’’.
Como o Incra tem a posse da terra, é o responsável pela área de assentamento, mas a obrigação da fiscalização de assuntos relacionados ao meio ambiente continua sendo do IAP, explica Maria de Oliveira. No entender da superintendente, o que está ocorrendo nas áreas de assentamentos, no caso dos desmatamentos, acontece em qualquer outra propriedade, particular ou não.
Para Maria de Oliveira o IAP só está divulgando as autuações feitas nos assentamentos porque a situação envolve diretamente o Incra. ‘‘O IAP, na realidade, está oportunizado por uma questão, colocando a reforma agrária nas primeiras páginas para poder aparecer também’’, finalizou.

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