Marco Jovem reúne 1,5 mil em Londrina
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domingo, 18 de março de 2007
Erica Shimamura<br>Reportagem Local 
Mudar o mundo por meio da evangelização da juventude. A meta é ambiciosa, mas se depender do ânimo dos cerca de 1,5 mil jovens reunidos ontem à tarde, no ginásio do Colégio Marista, em um encontro organizado pela juventude católica da Arquidiocese de Londrina, muitas pessoas podem ter sido influenciadas em torno do mesmo objetivo. ''A idéia do Marco Jovem é unir os diferentes grupos de jovens para a confraternização e a comunhão. É acolher a juventude, que precisa de amor não somente da família, mas da Igreja, universidades e escolas'', explica o padre Luiz Carlos Serrigalia, um dos responsáveis pela organização do evento.
De acordo com Serrigalia, o encontro serviu também para mostrar a diversidade da juventude católica atual, que hoje se mostra engajada em diferentes movimentos de evangelização, porém sem unidade. ''A intenção também é criar uma corrente de força a partir dos diversos grupos, que se encontram inseridos em diversos setores da sociedade'', complementa.
Durante o Marco Jovem, os participantes, que lotaram as arquibancadas e a quadra do ginásio, puderam assistir a apresentações de bandas, rodas de capoeira, apresentação de alunos da Escola de Circo de Londrina, hip hop, além de missa, programada para o final da tarde. O encontro reuniu grupos e Londrina e cidades da região, como Tamarana, Ibiporã e Alvorada do Sul.
Segundo o coordenador diocesano do setor da juventude, somente em Londrina estão em funcionamento 150 grupos de jovens, totalizando um número aproximado de 15 mil jovens envolvidos com suas paróquias em projetos voltados à evangelização ou projetos sociais.
O contabilista Ronaldo Fugo, 30 anos, do Grupo da Paz, acredita que eventos como o Marco Jovem ajudam a desmistificar o esterótipo que a sociedade tem dos jovens que participam na Igreja. ''O pessoal de fora acha que o nosso trabalho é ficar sentados, rezando. Esses eventos são importantes para mostrar a outra cada do jovem. Gostamos de música, de atividades culturais. Muitas pessoas estão envolvidas, cantando e tocando em bandas'', conta.
Já para a coordenadora do grupo Javé Messias, Teresa Maria Fagundes, de 22 anos, encontros como o Marco Jovem são consequências de uma prioridade apontada pelo papa: a juventude. ''A igreja quer chegar a todos os jovens, e uma forma eficaz de conseguir isso é falar a língua do jovem, já que cantar e dançar também são maneiras de louvar a Deus. A nossa meta é atingir o mundo'', diz, entusiasmada.
Dentro do objetivo de fomentar o crescimento do número de adeptos entre os jovens, o próximo passo, segundo o padre Valdomiro Rodrigues da Silva, é criar um setor específico dentro da Igreja destinado a reunir as diferentes ramificações da juventude católica, porém sem interferir na forma como cada um deles trabalha. Além disso, informa o padre, a intenção é pensar ações que atinjam os jovens de maneira mais efetiva, como o próprio Marco Jovem mostrou.


