Marcineiro diz ser inocente e lamenta suspensão do júri
Marcineiro diz ser
inocente e lamenta
suspensão do júri
Os três réus do Caso Evandro que estavam sendo julgados anteontem em São José dos Pinhais lamentaram a suspensão do júri e o adiamento do julgamento para 22 de abril. Marcineiro, que no depoimento admitiu ser pai-de-santo e negou a autoria de rituais de magia negra, conversou com a imprensa depois de encerrada a sessão. Durante a entrevista, exibiu fotos de seu filho recém-nascido. Vocês acham que seu tivesse alguma coisa neste caso Deus teria me dado um anjo como este? A seguir, os melhores trechos da entrevista.
Folha - O senhor ficou revoltado com a interrupção do julgamento?
Marcineiro - Eu queria que este julgamento acabasse logo e que nossa inocência ficasse clara. Hoje, durante a sessão, eu senti o gosto da liberdade, mas ainda não foi desta vez.
Folha - O senhor tem certeza de que vai ser absolvido?
Marcineiro - Não tenho a menor dúvida que esta farsa vai cair por terra. Já fomos muito judiados e agora está na hora desta mentira terminar.
Folha - O senhor continua sendo pai-de-santo?
Marcineiro - Não. Agora vivo só com a venda de bolas de couro que aprendi a fazer na prisão. Mas o dinheiro é pouco e ultimamente não tem dado nem para comprar as fraldas do nenê.
Folha - Você foi mesmo torturado por policiais?
Marcineiro - Lá em Guaratuba um policial chegou a encostar um revólver na minha boca para que eu confirmasse ter matado o menino. Mas eu não matei e vou conseguir provar isso. Depois, na prisão, a gente foi tratado como bandido, ficamos um ano na ala de segurança máxima só de cuecas. Até meu pênis foi queimado durante a tortura.





