Hoje, último dia da Marcha pelo Brasil em Ponta Grossa, os sem-terra devem fazer uma mobilização em uma das praças de pedágio da região, para demonstrar a posição contrária à cobrança da tarifa. Célio Rodrigues, um dos coordenadores do MST no Paraná, disse que a manifestação será caracterizada por uma simples panfletagem, mas não descartou a possibilidade de uma paralisação da estação de pedágio. A Folha apurou, com uma fonte que preferiu não se identificar, que o protesto da Marcha pelo Brasil deve mesmo parar uma estação de pedágio.
"Ainda não temos nada definido. Nem onde e nem como será a manifestação", disse Célio. A chuva que caiu durante toda a tarde de ontem prejudicou a programação da Marcha pelo Brasil, que reúne mais de 1300 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) em Ponta Grossa. O 4º Grito dos Excluí
dos, principal compromisso da marcha na cidade, aconteceu sob muita chuva.
Apesar de não terem conseguido reunir todos os sem-terra, os coordenadores do movimento garantem que a chuva não atrapalhou o Grito dos Excluídos, mas
lamentam a pequena participação da população.
O líder do MST, Célio Rodrigues, destacou a integração do movimento com as comunidades onde os sem-terra estão alojados. A receptividade, principalmente por parte da Igreja, chegou a surpreender, segundo ele.
A participação do MST no desfile em comemoração ao dia 7 de setembro também foi cancelada por causa da chuva. A marcha segue hoje à tarde para Curitiba, com uma parada em Campo Largo e chegada prevista
para 8 horas de amanhã.

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