A Marcha pelo Brasil, que chega hoje em Ponta Grossa, com aproximadamente 1.200 sem-terra, pretende envolver mais de 15 mil pessoas nas atividades que serão desenvolvidas na cidade até a segunda-feira. Com o objetivo de esclarecer a população sobre os propósitos da marcha, que faz parte do 4º Grito dos Excluídos, serão promovidos debates, protestos e manifestações públicas.
Os sem-terra que chegam a Ponta Grossa já passaram por 180 municípios e percorreram mais de 4,5 mil quilômetros. Eles partiram das cidades de Capanema, Foz do Iguaçu, Campina da Lagoa, Umuarama, Paranacity e Querência do Norte.
A primeira concentração acontece em frente à Igreja São Sebastião, no bairro Boa Vista, de onde partem para uma caminhada pelas ruas do centro. O primeiro ato será no Complexo Ambiental Governador Manoel Ribas. Entre as atividades programadas estão a doação de sangue, plantio de árvores e exposição de fotos. Segunda-feira os sem-terra desfilam na Avenida Vicente Machado, após as comemorações do Dia da Pátria.
Um dos principais programas será a celebração ecumênica, que acontece também no dia 7, às 16 horas, no Complexo Ambiental. No dia 8 pela manhã, a Marcha pelo Brasil parte para Curitiba, onde vários outros grupos de sem-terra participam de uma manifestação no Parque Barigui.
A regional da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Ponta Grossa prepara a chegada da marcha à cidade desde o último dia 31. Integrantes do movimento passaram por diveras escolas da cidade divulgando os objetivos da marcha. Os sem-terra ficarão alojados em seminários e salões paroquiais.

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