Marcha pára o tráfego na BR-369
Um princípio de incidente entre sem-terra que formam as colunas que vão a Curitiba e a Polícia Militar, ontem de manhã em Jataizinho (25 km a leste de Londrina), interrompeu parcialmente a BR-369, próximo da praça de pedágio, por aproximadamente uma hora. Os membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que integram a Marcha pelo Brasil e ontem de manhã saíram de Jataizinho rumo a Cornélio Procópio e Assaí, foram impedidos pela PM de prosseguir em direção à praça de pedágio.
A alegação da polícia é que poderia haver manifestação no local e os funcionários da Econorte - concessionária responsável pelo Lote 1 do Anel de Integração - seriam impedidos de trabalhar e o tráfego de veículos pelo local seria liberado. A PM formou uma barreira, cerca de um quilômetro do pedágio, e tentou negociar com os sem-terra para que seguissem por um dos desvios.
Os sem-terra alegavam que tinham o direito de ir e vir pela rodovia e que iriam passar normalmente pelo local. Alguns, mais exaltados, passavam os facões no asfalto. No local havia aproximadamente 300 sem-terra para pouco mais de 50 policiais militares, segundo cálculos da PM. Já o MST afirmou haver quase 400 sem-terra nas duas colunas vindas de Paranacity e Querência do Norte.
Após muita negociação, a polícia permitiu que os agricultores do MST passassem pela praça de pedágio, acompanhados de perto pelos soldados da PM, com o compromisso de que não parariam no local. A transposição dos sem-terra pelo pedágio foi pacífica. Eles pararam num restaurante no trevo de acesso a Assaí, onde fizeram uma rápida assembléia e dividiram as colunas.
Um grupo de aproximadamente 200 pessoas seguiu de ônibus para Assaí, onde almoçaria, e o outro, após o almoço no restaurante do trevo, também seguiu de ônibus para Cornélio Procópio. O transporte dos trabalhadores rurais foi acompanhado de perto pela PM, que serviu de batedores na rodovia, evitando problemas de tráfego. Durante a presença dos sem-terra no pátio, o restaurante ficou parcialmente fechado.Dorico da SilvaColunasApós uma hora de negociação, sem-terra passam pela praça de pedágio observados pelos policiais militaresAlexandre Sanches





