A coluna da Marcha Pelo Brasil que saiu de Foz do Iguaçu está em Cascavel procurando obter o apoio de setores considerados formadores de opinião para a defesa da reforma agrária, trabalho, moradia, saúde e educação. A busca do apoio urbano é um dos objetivos da marcha, que teve procedência em sete regiões do Estado e está sendo desenvolvida em todo o País. As colunas se encontrarão no dia 7 de setembro em Ponta Grossa e participarão do desfile do Dia da Independência. No dia 9, devem chegar em Curitiba para grandes manifestações.
A coluna que partiu de Foz do Iguaçu no dia 3, com 220 integrantes, percorreu 140 quilômetros pela BR-277 e passou por outras seis cidades até chegar a Cascavel na noite de anteontem. Homens, mulheres e crianças, basicamente sem-terra mas também alguns desempregados urbanos, estão instalados em um salão comunitário no bairro Parque Verde (zona Oeste), onde aproveitam para lavar e secar roupas, depois de vários dias de chuva e frio pelo caminho. Hoje, a marcha deve prosseguir em direção a Laranjeiras do Sul, onde se encontrará com uma coluna que partiu do Sudoeste.
Na manhã de ontem o grupo esteve no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), misturando-se com bandeiras do Brasil e do MST aos estudantes e professores, que demonstraram solidariedade. Muitos, principalmente alunos, revelaram não ter noção exata das causas defendidas pela marcha. O MST escalou um dos coordenadores, Celso Ribeiro, para relatar os objetivos. Ele disse que ‘‘a causa é comum, de todos os excluídos, do campo e das cidades, que vivem em um País rico e com terra em abundância, mas convivem com a miséria’’.Edson MazzettoCongregaçãoSem-terra levaram as bandeiras do MST ao auditório da Unioeste, em busca do apoio dos estudantes e professores universitáriosHoje, a marcha prossegue para
Laranjeiras do Sul, onde se encontra
com uma coluna que partiu do Sudoeste
As colunas vão se
encontrar no dia 7 de
setembro em Ponta Grossa
para o desfile oficial

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